• Iní­cio
  • Cases
  • Artigos
    • Assine o site
    • Artigos antigos
  • Mapa do Site
  • Contato

Há 19 anos, Fernando Collor deixava a Presidíªncia.


Posted by Jackson Vasconcelos on 26 out 2011 / 0 Comment
Tweet



Há 19 anos, Fernando Collor deixava a PresidíªnciaFaz 19 anos que o Congresso Nacional afastou Fernando Collor de Mello da Presidíªncia da República. Eu o conheci em 1985, ele ainda deputado federal, em rota de ser Governador do Estado de Alagoas. Estive com ele poucas vezes e, evidentemente, me lembro de todas.

A primeira, na casa do empresário Paulo Octávio, que anos depois foi eleito senador, vice-governador e governador do Distrito Federal.

Em 1985, eu ocupava as funções de Assessor Especial do Diretor de Habitação e Hipoteca da Caixa Econí´mica Federal e na mesma instituição, o de Coordenador do Programa Habitacional Verde Teto ”“ programa que tinha como objetivo financiar moradia para a população de baixa renda nos municí­pios rurais.  O Paulo Octávio, como empresário da construção civil, mantinha relações comerciais com a Caixa Econí´mica e, em especial, com a Diretoria de Habitação e Hipoteca. Por conta disso, eu estive com ele algumas vezes e em duas delas, ele estava acompanhado do Fernando Collor.

Em 1986, Fernando Collor foi eleito governador de Alagoas e quase imediatamente iniciou a sua campanha para presidente. Eu havia sido candidato a deputado estadual no Rio de Janeiro pelo PFL. Perdi a eleição. Entío, fui convidado pelo Superintendente do Banco do Brasil de Investimentos, uma empresa subsidiária integral do Banco do Brasil para assumir uma das suas geríªncias. A sede era em Brasí­lia e, por conta disso, recebi alguns convites do Paulo Octávio para o tradicional jogo de petecas em sua residíªncia. Em duas oportunidades, estive com o Fernando Collor.

Depois, o reencontrei numa visita que ele fez a Teresópolis, já como candidato í  Presidíªncia, mas ainda governador do estado. Um grupo de empresários locais coordenado pelo Presidente do PRN, partido ao qual Collor se filiou para sair do PMDB, promoveu um jantar para ele no Hotel Alpina. Ele, no discurso, destacou a minha presença. Pouquí­ssima gente compareceu.

O tempo passou, a candidatura dele cresceu. Entramos no ano de 1989 e um pouco antes de ele renunciar ao governo do estado, fomos víª-lo em Brasí­lia, na casa do Paulo Octávio, eu e o deputado Rubem Medina. A idéia era organizar o apoio a ele dos dissidentes do PFL no Rio de Janeiro.

Fernando Collor chegou í  casa do Paulo Octávio acompanhado de um deputado alagoano, Cleto Falcío, gente de sua confiança. Em duas horas, definimos uma agenda de trabalho para a campanha dele no Rio de Janeiro, que começaria com o apoio público do Rubem Medina e com a decisão do comando nacional da campanha de transferir para o Rubem a presidíªncia regional do PRN.

Naquele ano, eu ocupava a Geríªncia-Geral da agíªncia do Banco do Brasil em Campo Grande, zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. Mesmo sem ter muito tempo, ajudei na organização da campanha e com este trabalho fui até a inauguração do comitíª central na Rua Sorocaba, em Botafogo. Uma conversa com o comitíª nacional de campanha me fez desistir do projeto. Saí­ porque vi confirmada uma declaração que ouvi de um deputado federal tucano, Euclides Scalco quando ainda simplesmente se ventilava a possibilidade do Collor ser candidato a Presidente: “esse sujeito é um blefe, mas isso seria um problema menor, se ele não fosse também um gangster”.

Fernando Collor venceu a eleição com uma campanha inteligente, onde a estratégia aliada ao marketing eficaz fez a diferença. O primeiro lance veio com a comparação da imagem dele, um jovem corajoso, preparado, e com muita vida pela frente com a imagem de um velho, Tancredo Neves, que alavancou muita esperança, mas morreu antes de assumir a presidíªncia. Depois, a preparação do ambiente do segundo debate, depois de haver concluí­do que o primeiro tinha sido um desastre.

E, a história conta o resto, num enredo que envolve roubo, assassinatos, deserções, traições e outras tantas coisas semelhantes. O ex-deputado Cleto Falcío, falecido há pouco, em setembro, resolveu contar o seu lado da história com o livro “Dez anos de silíªncio” e numa entrevista que concedeu í  Globo News, aqui copiada.

Written by Jackson Vasconcelos


Leave a Reply

  Cancel Reply


0

subscribers

536

followers

  • Pesquise

  • Find us on Facebook

  • Nosso Twitter

    • Bom dia amigos, é sempre bom passar um fim de semana numa bela casa não é mesmo? http://t.co/FQaVkKOY
    • Bom dia amigos, novo artigo publicado. "IBMEC CONFERENCE: Maílson Ferreira da Nóbrega." http://t.co/Qm1xGzQT
    • Bom dia senhores. Segue o link do nosso mais novo artigo: http://t.co/ysubhAvq
    • Bom dia amigos. A França decide hoje entre Hollande e Sarkozy e publicamos um artigo sobre essa estratégia eleitoral. http://t.co/hIMmIes8
    • Bom dia seguidores. Segue o nosso artigo no clima de decisão: "Futebol também é turismo." http://t.co/h6Uqt9HN
  • Busque por assunto

    Anthony Garotinho Arolde de Oliveira Aécio Neves Campanha Eleitoral Campanhas eleitorais Carlos Lupi Congresso Nacional Corrupção CPI Câmara dos Deputados César Maia Debate Debates DEM Denise Frossard Dilma Dilma Rousseff Eduardo Paes Eleições Estado Ficha-limpa Fluminense Folha de são Paulo IBOPE Imprensa Jornal Nacional José Serra Lula Marcello Alencar Marina Silva O Globo Partidos Polí­ticos PDT PFL PSDB PT Rodrigo Maia Rubem Medina Serra Sérgio Cabral Sérgio Cabral Filho TSE Valor Econí´mico Veja Voto


  • Artigos mais recentes

    • Matéria sutil: Sérgio Cabral e a Mansão.
    • IBMEC CONFERENCE: Maílson Ferreira da Nóbrega.
    • Miguel Reale Junior – Uma fraca palestra.
    • Hollande vencerá amanhã. Será mesmo?
    • Professor Amartya, será mesmo possível?
    • Amartya Sen: uma lição importante.
    • Uma aula.
    • Brasil, uma mentira?
  • Popular Posts

    • O Estado venceu?
      novembro 29, 2010
    • Quem é e para que serve o índio da Costa?
      julho 2, 2010
    • Um antigo presente, nova lição
      julho 7, 2010
  • RSS Projeto Tudo é Turismo

    • Futebol também é turismo. 1 de maio de 2012 Jackson Vasconcelos
    • Turismo de Trem – O Rio não gosta 30 de abril de 2012 Jackson Vasconcelos
    • Turismo para as almas. 2 de abril de 2012 Jackson Vasconcelos
    • A política também é turismo 18 de fevereiro de 2012 Jackson Vasconcelos
    • Usura também é turismo. 21 de novembro de 2011 Jackson Vasconcelos
    • RIOTUR: calendário ruim. 7 de novembro de 2011 Jackson Vasconcelos
  • RSS Projeto INAPP

    • Como abolir a escravatura? 11 de março de 2011 Jackson Vasconcelos
    • Quem é, verdadeiramente, cego? 9 de fevereiro de 2011 Jackson Vasconcelos
    • O governo é obrigado a fornecer 7 de fevereiro de 2011 Jackson Vasconcelos
    • Sem planejamento, não há política pública 24 de janeiro de 2011 Jackson Vasconcelos
    • O modelo de gestão pública incentiva a corrupção 23 de dezembro de 2010 Jackson Vasconcelos
    • Outra boa iniciativa 7 de dezembro de 2010 Jackson Vasconcelos

Tema personalizado por Cristiano Santos © Alguns Direitos reservados (CC) +55 (21) 3217-9528 / 8412-8528 - cristianoweb.net@gmail.com