• Iní­cio
  • Cases
  • Artigos
    • Assine o site
    • Artigos antigos
  • Mapa do Site
  • Contato

Suplentes, quem são?


Posted by Jackson Vasconcelos on 19 jul 2010 / 0 Comment
Tweet



Em outubro haverá eleições para preencher 54 vagas de Senadores, duas das tríªs vagas que tem cada estado da federação.
César Maia, ex-prefeito do Rio é candidato a uma das duas vagas em disputa no estado e, atrás dos votos, peregrina a ensinar ao distinto publico com didática exemplar, as obrigações e prerrogativas constitucionais de um Senador da República.

Por ser, entre todos os candidatos, comprovadamente, o mais preparado, César utiliza a qualidade como estratégia. As aulas que dá são o seu modo de dizer: “o Senado é uma casa de decisões importantes, altamente relevantes, e precisa contar com gente experiente e preparada para a função e, como entre todos os candidatos, eu sou o mais bem preparado…”
Desejo que o César chegue lá e, mais do que isso, que Deus lhe díª uma vida sadia e o destino não lhe apronte novidades, pelo menos não durante os oito anos de mandato.  O seu primeiro suplente é Ronald Cezar Coelho, deputado federal algumas vezes. Betinho Batista é o segundo e tem no currí­culo apresentado do Tribunal Eleitoral a função de vereador na cidade de Nilópolis e o registro de haver concluí­do o ensino médio.

Mas, o Rio elegerá dois senadores, como fez na eleição de 2002, quando elegeu Sérgio Cabral Filho e Marcelo Crivella.  Sérgio Cabral, para ser governador do Rio deixou o Senado por conta do seu segundo suplente, Paulo Duque, já que o primeiro, Regis Fichtner preferiu não assumir.

Marcelo Crivella até tentou deixar a cadeira para Eraldo Macedo, irmío carnal do Bispo Maior, Edir Macedo ou para Natal Furucho, autor do livro de auto-ajuda, bem a propósito, “Como ser bem sucedido na vida profissional ”“ Conselhos para refletir e aplicar”, obra publicada pela Editora Universal. Crivella não conseguiu deixar o Senado, porque perdeu duas eleições para a Prefeitura do Rio e uma para o governo do estado.

E, se Francisco Dornelles, eleito em 2006 com 3.373.731 votos, não cumprir por inteiro o mandato de oito anos, oferecerá ao Estado do Rio de Janeiro a oportunidade de contar com um dos seus dois suplentes, Péricles, ex-prefeito de Itaperuna ou José Calp, que se apresenta como organizador de visitas de importantes lí­deres polí­ticos ao Brasil, entre elas, a mais proeminente do Lech Walesa, ex-presidente da Polí´nia.

A cruel sorte daqueles que, no Brasil, votam nos candidatos ao Senado é levar gatos por lebres e algumas vezes, sapos por prí­ncipes, porque, na campanha eleitoral, o titular mostra o rosto, se apresenta e até dá aulas, como faz o César Maia.

Os seus suplentes, estes não. Sombras ou deformações dos titulares, eleitos sem votos, são eles que, em muitos casos, exercem os mandatos conferidos pelos eleitores.

O empresário carioca, proprietário da Universidade Salgado de Oliveira, Wellington Salgado de Oliveira, antí­tese capilar do Paulo Duque, exerceu quase todo o mandato que os eleitores de Minas Gerais entregaram ao Senador Hélio Costa. O piauiense Sibá Machado ficou com sete anos do segundo mandato de oito da Senadora pelo Acre, Marina Silva.

Nessa toada, há momentos em que o Senado Federal fica quase por completo entregue aos suplentes. E, estes momentos não são raros. Chegamos a ter 2/3 deles no plenário a decidir os interesses dos 26 estados da federação e da Capital da República.

Por que foram escolhidos? Por que chegaram lá?  Cada um deve ter a sua história. Uma pesquisa mesmo superficial no sistema de financiamento das campanhas dos titulares mostra que alguns tíªm esta qualidade. Outros são parentes, principalmente, filhos, filhas, esposas, netos e genros.

Se há uma medida urgente no campo das reformas institucionais reclamadas pelo Brasil, a mudança no sistema de composição das chapas dos candidatos ao Senado é, sem dúvida, uma delas, conformo comprovam as instruções didáticas do César Maia sobre o grau de responsabilidade e poder que tíªm os senadores da república.

E, para se ter uma pequena ideia das atribuições da turma, eu listo apenas 10 das muitas competíªncias a eles atribuí­das pela Constituição Federal:

  1. Processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República nos crimes de responsabilidade, bem como os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles.
  2. Aprovar previamente, por voto secreto, após arguição pública, a escolha de Magistrados, de Ministros do Tribunal de Contas da Uniío, do Governador de Território; do Presidente e diretores do Banco Central do Procurador-Geral da República;
  3. Aprovar previamente, por voto secreto, após arguição em sessão secreta, a escolha dos chefes de missão diplomática de caráter permanente;
  4. Autorizar operações externas de natureza financeira, de interesse da Uniío, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municí­pios;
  5. Dispor sobre limites globais e condições para as operações de crédito externo e interno da Uniío, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municí­pios, de suas autarquias e demais entidades controladas pelo Poder Público federal;
  6. Dispor sobre limites e condições para a concessão de garantia da Uniío em operações de crédito externo e interno;
  7. Estabelecer limites globais e condições para o montante da dí­vida mobiliária dos Estados, do Distrito Federal e dos Municí­pios;
  8. Suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal;
  9. Aprovar, por maioria absoluta e por voto secreto, a exoneração, de ofí­cio, do Procurador-Geral da República antes do término de seu mandato;

Eleger membros do Conselho da República.

Written by Jackson Vasconcelos


Leave a Reply

  Cancel Reply


0

subscribers

536

followers

  • Pesquise

  • Find us on Facebook

  • Nosso Twitter

    • Bom dia amigos, é sempre bom passar um fim de semana numa bela casa não é mesmo? http://t.co/FQaVkKOY
    • Bom dia amigos, novo artigo publicado. "IBMEC CONFERENCE: Maílson Ferreira da Nóbrega." http://t.co/Qm1xGzQT
    • Bom dia senhores. Segue o link do nosso mais novo artigo: http://t.co/ysubhAvq
    • Bom dia amigos. A França decide hoje entre Hollande e Sarkozy e publicamos um artigo sobre essa estratégia eleitoral. http://t.co/hIMmIes8
    • Bom dia seguidores. Segue o nosso artigo no clima de decisão: "Futebol também é turismo." http://t.co/h6Uqt9HN
  • Busque por assunto

    Anthony Garotinho Arolde de Oliveira Aécio Neves Campanha Eleitoral Campanhas eleitorais Carlos Lupi Congresso Nacional Corrupção CPI Câmara dos Deputados César Maia Debate Debates DEM Denise Frossard Dilma Dilma Rousseff Eduardo Paes Eleições Estado Ficha-limpa Fluminense Folha de são Paulo IBOPE Imprensa Jornal Nacional José Serra Lula Marcello Alencar Marina Silva O Globo Partidos Polí­ticos PDT PFL PSDB PT Rodrigo Maia Rubem Medina Serra Sérgio Cabral Sérgio Cabral Filho TSE Valor Econí´mico Veja Voto


  • Artigos mais recentes

    • Matéria sutil: Sérgio Cabral e a Mansão.
    • IBMEC CONFERENCE: Maílson Ferreira da Nóbrega.
    • Miguel Reale Junior – Uma fraca palestra.
    • Hollande vencerá amanhã. Será mesmo?
    • Professor Amartya, será mesmo possível?
    • Amartya Sen: uma lição importante.
    • Uma aula.
    • Brasil, uma mentira?
  • Popular Posts

    • O Estado venceu?
      novembro 29, 2010
    • Quem é e para que serve o índio da Costa?
      julho 2, 2010
    • Um antigo presente, nova lição
      julho 7, 2010
  • RSS Projeto Tudo é Turismo

    • Futebol também é turismo. 1 de maio de 2012 Jackson Vasconcelos
    • Turismo de Trem – O Rio não gosta 30 de abril de 2012 Jackson Vasconcelos
    • Turismo para as almas. 2 de abril de 2012 Jackson Vasconcelos
    • A política também é turismo 18 de fevereiro de 2012 Jackson Vasconcelos
    • Usura também é turismo. 21 de novembro de 2011 Jackson Vasconcelos
    • RIOTUR: calendário ruim. 7 de novembro de 2011 Jackson Vasconcelos
  • RSS Projeto INAPP

    • Como abolir a escravatura? 11 de março de 2011 Jackson Vasconcelos
    • Quem é, verdadeiramente, cego? 9 de fevereiro de 2011 Jackson Vasconcelos
    • O governo é obrigado a fornecer 7 de fevereiro de 2011 Jackson Vasconcelos
    • Sem planejamento, não há política pública 24 de janeiro de 2011 Jackson Vasconcelos
    • O modelo de gestão pública incentiva a corrupção 23 de dezembro de 2010 Jackson Vasconcelos
    • Outra boa iniciativa 7 de dezembro de 2010 Jackson Vasconcelos

Tema personalizado por Cristiano Santos © Alguns Direitos reservados (CC) +55 (21) 3217-9528 / 8412-8528 - cristianoweb.net@gmail.com