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O DEM vetará, por antecipação, o apoio dos seus diretórios municipais aos candidatos do recém-criado PSD. Evidentemente, a medida tem mão única, ou seja, o DEM não rejeitará o apoio do PSD aos seus candidatos. Coisa do pragmatismo político que o DEM vem adotando com – primor desde o momento em que trocou a pele – deixou de ser Partido da Frente Liberal e de ser governo.
O DEM passou recibo! A turma por lá não engoliu o banho que tem levado do ex-correligionário Gilberto Kassab, tido nas hostes do DEM como um político abobalhado.
O DEM está no fundo do poço todos os cantos do Brasil e no Rio de Janeiro mergulhou de fez no caos, pela resolução do César Maia de se unir ao Garotinho, uma aliança que tem como propósito dar ao filho, Rodrigo Maia, visibilidade nas eleições do próximo ano para garantir-lhe a reeleição em 2014, para a Câmara dos Deputados.
O partido começou a ser desmoronado no momento mesmo em que surgiu no lugar do PFL, a ação prática das repetidas atitudes do César Maia adotadas no sentido de proteger o filho, Rodrigo Maia, das próprias fragilidades. Rodrigo é um político sem ânimo, fabricado pelo pai para o exercício de uma função para a qual não tem a menor aptidão.
Para dar abrigo e proteção ao filho, César Maia descartou antigos aliados, caso do Prefeito Eduardo Paes, hoje seu ferrenho opositor e destruiu a própria carreira política. O rompimento do Eduardo Paes é emblemático, por ter acontecido em razão de ele ter feito sombra ao Rodrigo Maia, quando os dois exerciam o primeiro mandato de deputado federal.
Caso semelhante de amor paterno às últimas consequências atingiu também a carreira do ex-governador Marcello Alencar, que em 1998, desistiu da reeleição para proteger os filhos Marco Aurélio e Marco Antônio. E, curiosamente, defendê-los das duras acusações que lhes fazia o César Maia, candidato ao governo.
Com receio do que pudesse acontecer ao Marco Aurélio, duramente acusado de favorecimento os projetos de privatização das empresas do estado, Marcello Alencar nomeou o outro filho, Marco Antônio, então deputado estadual, para uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado para onde também mandou o Presidente da CEDAE, seu fraternal amigo que, para cumprir a missão abriu mão de uma eleição certa para a Câmara dos Deputados.
Por fim, aconselho a quem gostar do tema, a leitura da obra de Eliane Cantanhêde, “Folha Explica PFL”, uma obra que li no lançamento em 2001. No vídeo aqui apresentado, a autora comenta rapidamente a obra.