O enredo é o mesmo. É sempre o mesmo.
Primeiro, o Ministro cai em desgraça no governo e os seus adversários juntam uma série de denúncias e repassam para a imprensa.
Em seguida, a VEJA, a Época, a Folha de São Paulo ou o Estado de São Paulo ou todos em conjunto, estampam a descoberta. Minutos depois, entra o sistema Globo de Rádio e TV, para repercutir as matérias e o acusado, com ares de indignado, jurando inocência e a prometer processar todos os que o acusam.
A oposição faz o blá, blá, blá de sempre, prometendo convocar o Ministro para depor no Congresso Nacional e a pedir CPI. Os partidos que apóiam o governo organizam-se e fingem defender o acusado para, na verdade, nos bastidores, disputarem a cadeira.
Abre-se o próximo ato. Novas notícias comprovam as denúncias e o Ministro se cala, depois de receber a garantia de que não sairá. As denúncias permanecem na imprensa, o Ministro cai. Escolhe-se outro, a imprensa sossega, a oposição perde o interesse pelo assunto e o Ministério Público soma mais papéis em cima da mesa e depois nos arquivos. O fato retornará no tempo certo, no tempo das campanhas eleitorais e ponto final.
O desprezado Ministerio dos Esportes, com as verbas acumuladas para os grandes eventos, passou a despertar a cobiça dos de sempre.